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Paróquia Nossa Senhora de Lourdes acolhe dois novos freis capuchinhos

Frei Irineu Trentin e frei Isaías Bordignon iniciam missão pastoral em Flores da Cunha e serão apresentados à comunidade neste domingo (8)
(Foto: Sohfia Marcon Fiorese)

A Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Flores da Cunha, inicia um novo capítulo de sua história pastoral com a chegada de dois frades capuchinhos. Frei Irineu Trentin e frei Isaías Bordignon serão apresentados oficialmente aos fiéis neste domingo (8), durante a missa das 9h na Igreja Matriz, que integra a programação da tradicional festa da padroeira.

Naturais de Marau e Paraí, respectivamente, os religiosos trazem consigo uma longa trajetória de dedicação à vida consagrada. Frei Irineu, aos 65 anos, soma 44 anos de vida religiosa; Frei Isaías, com 83 anos, carrega 64 anos de vocação capuchinha. A vinda de ambos faz parte do processo regular de reorganização das fraternidades da Província dos Freis Capuchinhos, que avalia as necessidades pastorais.

A experiência da chegada na Terra do Galo superou as expectativas dos novos freis, especialmente pela acolhida afetuosa da comunidade.

— A impressão foi muito positiva. As pessoas cumprimentam, sorriem e dão as boas-vindas. Não encontramos dificuldades. Desde o primeiro dia, várias pessoas se aproximaram, perguntando e acolhendo — agradece o frei Isaías.

Para frei Irineu, o primeiro contato revelou não apenas o calor humano, mas também o perfil do município, que se reflete na vida paroquial.

— É um lugar muito bonito, um município altamente desenvolvido, seja nas indústrias, nas vinícolas ou nos diversos setores de trabalho. A impressão é muito positiva — conta.

As atribuições serão de acordo com as trajetórias e experiências de cada religioso. Frei Isaías atuará junto às irmãs capuchinhas, no atendimento aos doentes no hospital e nas famílias, além do acompanhamento da Ordem Franciscana Secular.

— No hospital, a gente vê de tudo: pessoas que se recuperam, outras que lutam e não conseguem, e muitas que partem. Isso nos ensina que somos peregrinos de verdade, que a vida é frágil e passageira — compartilha.

Frei Irineu assume a função de vigário paroquial, trabalhando em conjunto com o pároco e os demais freis, além de manter atribuições provinciais como conselheiro. Também ficará responsável pela animação da devoção ao Frei Salvador Pinzetta, no eremitério, promovendo celebrações, romarias e atividades ligadas ao processo de beatificação.

“Alguém precisa estender a mão”

Mesmo com a chegada recente, os dois novos frades já iniciaram suas atividades pastorais. Os meses de janeiro e fevereiro costumam ser mais tranquilos no calendário da Igreja, porém servirão como tempo de inserção, conhecimento e início das funções assumidas.

Ao refletirem sobre o papel da Igreja, os dois freis convergem na centralidade do serviço, da escuta e da proximidade. Para eles, evangelizar vai além da palavra proclamada e se concretiza na presença cotidiana junto às pessoas e às famílias.

— A missão da Igreja é anunciar o Evangelho de Jesus, acompanhar, escutar, aconselhar, rezar com as pessoas e estar próximo do povo — afirma frei Irineu.

— Servir ao povo de Deus, especialmente aos mais pobres, aos mais necessitados e excluídos. Há muita gente desanimada de viver, e alguém precisa estender a mão — completa frei Isaías.

Fora do ritmo das atividades pastorais, o cotidiano é vivido de forma simples e equilibrada, valorizando momentos de cuidado pessoal e de convivência, que ajudam a sustentar a vida fraterna.

— Gosto de fazer exercícios físicos, especialmente caminhadas, leitura quando o tempo permite, música, tocar um pouco de violão, cuidar da casa, acompanhar as notícias, conversar com os freis e partilhar a vida no dia a dia — conta frei Irineu.

— Gosto de conversar, partilhar a vida, comentar as experiências do dia a dia. É uma convivência simples, mas muito importante, porque a nossa vida é feita disso: de estar com as pessoas, de escutar e de partilhar o que vivemos — define frei Isaías.

A integração à vida paroquial e às comunidades é vista como um processo construído no tempo.

— Estou muito feliz por estar aqui, caminhando junto com esta comunidade e com o povo de Flores da Cunha, procurando servir da melhor maneira possível — resume frei Irineu.

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