Home Destaque Trecho de acesso ao Lagoa Bela na ERS-122 recebe medidas paliativas

Trecho de acesso ao Lagoa Bela na ERS-122 recebe medidas paliativas

Área com curvas fechadas e fluxo intenso perto da Escola Benjamin Constant aguarda rotatória prevista para 2027
(Foto: Klisman Oliveira)

No acesso ao bairro Lagoa Bela, motoristas e moradores convivem há anos com um trecho considerado perigoso da ERS-122. Curvas fechadas, fluxo intenso de veículos e a proximidade da Escola Benjamin Constant tornam o tráfego delicado, especialmente nos horários de entrada e saída dos estudantes.

A obra prevista em contrato para a construção de uma rotatória só deve ocorrer em 2027, mas a concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) implementou medidas paliativas para reduzir riscos enquanto a intervenção estrutural não sai do papel.

Em dezembro do ano passado, a Câmara de Vereadores promoveu uma audiência pública para discutir alternativas imediatas de segurança. A presidente da Câmara na época, vereadora Silvana De Carli (PP), solicitou o encontro após receber reclamações da comunidade sobre acidentes e a falta de sinalização adequada. Cerca de 50 pessoas acompanharam a reunião, que contou com a presença do diretor de Investimentos da CSG, Marcos Gruba, do gerente de Engenharia, Paulo Negrini, e do gerente de Operações, Marlon Carvalho.

Durante a audiência, moradores relataram episódios de quase-acidentes e destacaram a necessidade urgente de reforço na sinalização e de dispositivos de alerta, enfatizando o risco diário do trecho, especialmente para estudantes que precisam atravessar a rodovia para chegar à escola.

Nos dias seguintes à audiência, uma vistoria técnica contou novamente com representantes da CSG e da Câmara de Vereadores. A comitiva percorreu o trecho do acesso à Lagoa Bela e analisou o entorno da Escola Benjamin Constant e da empresa TKA. Durante a visita, a CSG informou que o projeto funcional da rotatória já existe, mas que a execução depende da antecipação de etapas junto à Secretaria da Reconstrução Gaúcha e da definição final do reequilíbrio econômico-financeiro do contrato junto à AGERGS, agência reguladora do estado.

Apesar da previsão contratual de conclusão apenas em 2027, a Câmara se mobilizou para pressionar a concessionária e o governo do Estado. Um abaixo-assinado com mais de 570 assinaturas e um ofício formal foram enviados solicitando a antecipação da obra e a manutenção das medidas paliativas.

Câmara pressiona por rotatória

O presidente da Câmara de Vereadores de Flores da Cunha, Marcelo Golin (PL), afirmou que a Casa vai manter a pressão para que a rotatória seja construída antes do prazo previsto e não descarta uma ida à Porto Alegre.

— É bom que algo aconteceu, mesmo que seja paliativo, mas vamos dar sequência à cobrança, seja com o Governo Estadual ou com a própria concessionária, para que seja antecipada a construção da rótula alongada o mais breve possível. Já estamos organizando a ida à capital para discutir o assunto; a ideia é manter a cobrança da demanda da nossa comunidade — ressaltou Golin.

Como resposta, a CSG implantou Linhas de Estímulo à Redução de Velocidade (LERV) no km 96, no acesso ao bairro Lagoa Bela, reforçou a sinalização vertical e horizontal e instalou dispositivos de alerta próximos à escola Benjamin Constant, no km 100.

No km 96, a medida visa alertar os motoristas e aumentar a segurança no local, funcionando como prevenção até a implantação da rotatória. Já no km 100, a concessionária também executou melhorias no pavimento do entorno e na sinalização horizontal, além da instalação de dispositivos de alerta, facilitando o acesso de ônibus escolares e permitindo que veículos saiam da pista de rolamento com mais segurança, reduzindo riscos para estudantes e demais usuários da rodovia.

Em nota, a CSG reforçou que o cronograma de obras de 2026 depende da conclusão do reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Confira a nota na íntegra:

“A CSG informa que o cronograma das obras previstas em contrato segue condicionado à definição do reequilíbrio econômico-financeiro junto ao Poder Concedente e à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (AGERGS). Embora parte do reequilíbrio tenha sido aprovada de forma parcial e cautelar, permanece pendente a deliberação final necessária para a recomposição integral do contrato, o que impacta diretamente o avanço e a programação das frentes de obras”.

Enquanto a rotatória não sai do papel, moradores, motoristas e a comunidade escolar convivem com um cenário de atenção redobrada. Para eles, cada medida paliativa representa um passo importante, ainda que provisório, na busca por segurança e tranquilidade no acesso ao bairro Lagoa Bela.

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