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Flores da Cunha se despede do empresário Claudio Muraro

O proprietário da Muraro Bebidas será cremado na tarde desta terça-feira (30) em Caxias do Sul
(Foto: Arquivo Jornal O Florense)

O empresário florense Claudio Muraro faleceu nesta segunda-feira (29), aos 90 anos de idade. A cerimônia de despedida será realizada às 16h30min desta terça-feira (30) no Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul.

Claudio Muraro foi um dos seis filhos do imigrante italiano Ernesto Gaetano Muraro e Margarida Sgarioni Muraro, ele nasceu em Flores da Cunha em 3 de setembro de 1935 e teve papel fundamental  na consolidação da Muraro Bebidas, empresa familiar fundada junto com o pai em 1953.

– Ele (Claudio) sempre foi um empreendedor nato, fundou a Muraro Bebidas e teve uma trajetória marcante no desenvolvimento da cidade. Sempre foi uma pessoa ligada a clubes e entidades que ajudou a fundar – destaca o filho de Claudio, Renato Muraro, que é complementado pela irmã, Claudia:

– O pai era uma pessoa muito faceira, alegre, de riso fácil e adorava jogar Quatrilho com os amigos. Ele ajudou inúmeras pessoas que conhecia e que estavam doentes ou precisando de ajuda, era um benfeitor. Atuou no Lions Clube, incentivou a criação do Clube Independente e da Sociedade Recreativa Aquarius. Tinha muitos amigos e era interessado em aprender coisas novas. Adorava todos os tópicos de história, sabia de dados históricos e só de ler uma vez  já aprendia.

Outra entidade que ele ajudou a criar foi a Associação Gaúcha de Viticultores (Agavi), fundada em 1981 com o objetivo de reunir e gerar boas condições para produção e competitividade aos produtores de vinho, suco, espumantes e outros derivados da uva e do vinho do Rio Grande do Sul.

Histórico

Isso porque, inicialmente, a Muraro Bebidas foi constituída como uma tradicional vinícola da Serra gaúcha, foi só ao longo dos anos que as oportunidades e apostas levaram ao desenvolvimento de outras bebidas, sobretudo no segmento de destilados, que hoje formam o considerável portfólio da empresa. São aproximadamente 100 produtos desenvolvidos e envasados pela Muraro.

Claudio ajudou a empresa a inserir no mercado mais de 50 tipos de bebidas, distribuídas em cerca de 20 marcas diferentes, entre elas as vodkas Popokelvis e Taiga, o whisky Green Valley, além de coquetéis, licores e aperitivos.

Os mais de 70 anos de história possibilitaram à empresa conquistar mercados em praticamente todas as regiões do país. Além de estar presente no mercado internacional, a empresa já vendeu seus produtos para mais de 20 países, assegurando a qualidade e credibilidade em cada garrafa exportada.

A estrutura da Muraro conta com duas unidades produtivas, somando um total de 12.500 m² de área construída e aproximadamente 10 milhões de litros de capacidade para estoque. Suas linhas de engarrafamento e processos aplicados são internacionalmente certificados e estão em constante aprimoramento.

Ao longo dos anos Claudio Muraro acompanhou a transição do negócio entre gerações e a profissionalização da gestão, mantendo o caráter familiar da empresa, que atualmente é administrada pelo filho Renato e seguirá para a quarta geração, com a presença do neto Frederico.

Reconhecimento

Em 2013, aos 78 anos, Claudio Muraro recebeu duas homenagens nas cidades de Arsiè e  Longarone, ambas na província de Belluno, na Itália.

Arsiè é a cidade natal dos descendentes de Muraro, como o seu bisavô Giovanni Muraro, que veio para o Brasil em 1879. Em Longarone o empresário florense foi homenageado por ter alcançado o sucesso fora da Itália. “Belunenses que têm honrado a província na Itália e no mundo” foi o tema da honraria.

Claudio Muraro deixa a esposa Denacyr Ondina Mambrini Muraro, 90, com que compartilhou a vida por 66 anos; os filhos Roberta, Raquel, Renato e Claudia, nove netos e dois bisnetos.

– Sua trajetória familiar foi maravilhosa e a trajetória profissional foi de muito sucesso e trabalho. Ele era um exímio vendedor dos produtos que fabricava, mas trabalhava e se divertia com a família e amigos na mesma proporção, viveu a vida da melhor maneira possível, aproveitou cada momento – enalteceu Claudia.

Renato complementa a fala da irmã  ao destacar:

– O pai gostava de viajar, conheceu o mundo, boa comida e bons vinhos. Sempre foi muito ligado à família e nos deixou grandes ensinamentos.

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