A obra de macrodrenagem no bairro São Cristóvão, em Flores da Cunha, entrará em sua fase final nesta semana. A Rua Luiz Zanandrea foi pavimentada e será liberada para o tráfego em breve. Já o trânsito na ligação com a Rua Francisco Ascari será bloqueado, onde a ponte será desmanchada para a instalação das galerias pluviais. A conclusão da obra, que tem investimento total de R$ 7 milhões, está prevista para final de abril.
A Rua Luiz Zanandrea está interditada desde maio de 2024, quando a chuvarada histórica no Rio Grande do Sul causou alagamentos e comprometeu a estrutura no trecho. Em outubro de 2024, o contrato de início das obras foi assinado. Contudo, os trabalhos sofreram com paralisações diante da necessidade de ações da Corsan e RGE.
De acordo com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Valdir Machado, os trabalhos foram retomados na última semana com foco na pavimentação da via, o que permitirá a intervenção na ponte.
— Estamos liberando o tráfego, principalmente para moradores do São Cristóvão e para quem utiliza a Estrada Velha de Caxias do Sul, evitando desvios mais longos e difíceis, inclusive para caminhões — explica.
Necessidade de intervenções da RGE e Corsan atrasou cronograma
Os entraves foram recorrentes durante a execução da obra. Em agosto de 2025, por exemplo, foram semanas de espera para a remoção de postes de luz ao longo da via que comprometiam a segurança dos trabalhadores e impediam a continuidade das escavações e substituição das galerias pluviais.
— Durante toda a execução da obra, tivemos interferência da rede elétrica. Sempre que avançávamos, era necessário retirar um poste, colocar outro provisório e, depois de pronto, instalar o definitivo. Isso levava tempo, porque a programação da RGE é mensal, não acontece de um dia para o outro. Isso acabou causando transtornos e atrasando a obra — detalha o secretário Valdir Machado.
No caso da Corsan, a presença de uma adutora que abastece diversos bairros — como São Cristóvão, São Pedro e Monte Belo — exigiu uma execução por etapas. Para as escavações, a tubulação precisava ser movida. Contudo, não podia permanecer exposta por longos trechos devido à pressão da água, o que demandou adaptações e instalações provisórias ao longo da obra.
— O serviço precisou ser feito por etapas. Em alguns momentos, foi necessário fazer redes provisórias, mas que não podiam ser muito longas sem cobertura por causa da pressão da água, o que acabou exigindo ajustes e interferindo no andamento da obra — explica Machado.
Próximos passos
Com a liberação da Rua Luiz Zanandrea nos próximos dias, o passo seguinte será a interrupção da Rua Francisco Ascari por um período estimado entre 30 e 40 dias. No local, será necessária a retirada da ponte para a instalação das 15 galerias pluviais restantes.
Após essa etapa, será construída uma laje de concreto sobre as galerias, garantindo a resistência da estrutura — já que, naquele ponto, não haverá a cobertura mínima de terra recomendada pela engenharia. Desta forma, a ponte deixará de existir e o trecho será transformado em uma via regular, sem prejuízo à circulação de veículos.
Depois, restarão apenas ajustes pontuais, como a finalização de calçadas. A conclusão dos trabalhos está prevista para o final de abril, conforme o prazo do último aditivo no contrato.
A expectativa da Prefeitura é de que a intervenção resolva de forma definitiva os problemas de alagamento que há décadas afetam moradores da região. Nas últimas chuvas de grande volume, as melhorias já mostraram o resultado esperado, na avaliação do secretário Machado.

