Nem a instabilidade do tempo ao longo do último final de semana foi capaz de afastar o público do 21° Rodeio Crioulo Nacional de Flores da Cunha, que encerrou mais uma edição no Parque de Eventos Antônio Dante Oliboni. Entre provas campeiras, apresentações artísticas e momentos de convivência, o evento reafirmou sua importância para a cultura tradicionalista, tendo como principal destaque o retorno das casinhas.
A auxiliar administrativa Mariana Piccoli Cavalli, 34 anos, aproveitou o rodeio ao lado dos filhos Cesar De Bon, 5, e Diego De Bon, 3. Frequentadora assídua de eventos tradicionalistas, ela destacou a organização desta edição e o clima de retomada vivido no parque.
— O rodeio está bom, está bem organizado. Esse ano está especial porque tem a retomada das casinhas e eu vejo que o pessoal de Flores da Cunha abraçou bastante essa ideia. Eu estava esperando essa volta e acredito que a tradição vai se fortalecer ainda mais com isso – afirmou Mariana, que costuma participar do evento todos os anos.
Para ela, o rodeio vai além do lazer e cumpre um papel essencial na preservação cultural da região, especialmente entre as novas gerações.
– O rodeio é muito importante para cultivar a tradição, manter as raízes e principalmente passar adiante a tradição gaúcha para a nova geração que está vindo. Eu não participo de prova, mas tenho cavalo, gosto de fazer churrasco, ir nos bailes e sempre levo meus filhos. A gente está sempre no meio e quer levar isso para eles – completou.
Entre os visitantes que aproveitaram o final de semana no parque também esteve o marceneiro Gilson Daniel Bebber, 44 anos, que compareceu ao rodeio acompanhado de amigos. Para ele, o evento tem se destacado pela organização e pelo clima de confraternização entre o público.
– Mesmo com a chuva, o rodeio está muito bom. O pessoal segue participando, o movimento continua e dá para ver que está bem organizado. O tempo muda, mas isso faz parte do rodeio – avaliou.
“Frequentar mais o rodeio”
Também presentes no evento, a analista de faturamento Kellen Amanda Ribeiro, 24 anos, de Farroupilha, e a vendedora Josielda dos Santos da Silva, 32, de Bento Gonçalves, participaram pela primeira vez do rodeio em Flores da Cunha. Cunhadas, elas aproveitaram o passeio juntas e destacaram principalmente a estrutura oferecida ao público.
– Amamos o rodeio e ele muito importante porque reúne as famílias, faz com que as pessoas saiam um pouco do mundo virtual e realmente curtam a amizade. A estrutura está bem boa, principalmente os banheiros, que estão limpos e bem cuidados. Dá para ver que tem uma organização por trás disso – observou Kellen.
Outro ponto que chamou a atenção da dupla foi a dinâmica das provas campeiras, especialmente no que diz respeito à fluidez das competições.
– Está bem organizado. Não tem aquela confusão de entra e sai, o pessoal vai trocando as categorias e tudo acontece de forma mais organizada – acrescentou Josielda.
Instalado com um grupo de amigos em uma das casinhas no Parque de Eventos Antônio Dante Oliboni, o montador Gilmar Piccoli, 64 anos, destaca que a retomada das estruturas contribuiu diretamente para o aumento do público florense e para a permanência dos visitantdes no evento.
– Isso fez o pessoal de Flores da Cunha voltar a frequentar mais o rodeio. Antes ficava complicado, porque não tinha lugar para ficar. Agora está maravilhoso – ressaltou Gilmar.
Frequentador de rodeios há muitos anos, ele destacou ainda a importância do evento para a continuidade da cultura gaúcha.
– É um incentivo para a evolução da tradição. É bom ver as crianças já participando, usando trajes tradicionais. Isso mantém a sequência da cultura.





