Home Destaque Nova Aliança apresenta nova fase e reforça sua base no pequeno produtor

Nova Aliança apresenta nova fase e reforça sua base no pequeno produtor

Evento em Nova Pádua reuniu cooperados, marcou o lançamento de novos sucos e reforçou o papel de mais de 600 famílias na estrutura da cooperativa
Café colonial reuniu produtores em um momento de integração e conversa sobre os rumos da cooperativa (Foto: Divulgação)

Em vez de um auditório ou palco formal, a Nova Aliança Vinícola Cooperativa escolheu o próprio campo para marcar um novo momento. Foi na propriedade do agricultor Marcelo Tormen, no Travessão Mutzel, em Nova Pádua, que a vinícola reuniu cooperados e convidados na manhã deste sábado (11), em um encontro que misturou café colonial, lançamento de produtos e reposicionamento de marca.

A escolha do local não foi apenas simbólica. Ao levar o evento para dentro de uma propriedade rural, a cooperativa transformou o discurso em cenário, colocando no centro quem sustenta a operação: o produtor.

— Temos 611 famílias cooperadas. Somos a vinícola cooperativa mais antiga em operação no Brasil. Ficamos felizes em poder mostrar um pouco dos nossos vinhedos. Quisemos trazer vocês aqui para mostrar um pouco da nossa realidade. A família do Marcelo (Tormen) traduz um pouco do que são as demais famílias cooperadas — afirmou o presidente Sidimar Fleck.

A fala funciona como ponto de partida para entender a estrutura da Nova Aliança. Diferente de grandes grupos concentrados, a cooperativa se apoia em uma base pulverizada, formada majoritariamente por pequenas propriedades. Essa característica aparece de forma clara nos números. A média de área por cooperado gira em torno de 3,5 hectares, com variações que vão de um a 20 hectares. É dessa configuração que nasce a matéria-prima que abastece a vinícola e também a forma como ela se posiciona.

— É importante ressaltar que somos uma cooperativa de pequenos produtores. Nossa média de produção por cooperado gira em torno de 3,5 hectares. Pensem que são pequenas propriedades… Essa é a média, temos propriedades com 1 hectare, outras com 20, mas na média somos fruto do pequeno produtor — destacou Fleck.

Mais do que delimitar tamanho, o modelo influencia diretamente a relação com o cultivo. Em áreas menores, o manejo tende a ser mais próximo, menos mecanizado e mais contínuo  o que, segundo o presidente, cria um vínculo que ultrapassa a lógica produtiva.

— O pequeno produtor trata a parreira quase como alguém de casa porque  fica às vezes com um vinhedo 20 ou 30 anos, a gente cria vínculos e ficamos tristes quando alguma planta morre — disse.

Entre dificuldades e permanência

A dimensão prática dessa relação aparece na fala de quem vive o dia a dia da produção. Anfitrião do encontro, Marcelo Tormen abriu a propriedade para receber o evento e, ao mesmo tempo, expôs a realidade enfrentada por boa parte dos cooperados.

— Estamos até hoje mantendo as culturas e é como diz o nosso presidente: da natureza para a mesa. Às vezes temos dificuldade, mas vamos superando. Às vezes o tempo nos deixa aborrecidos, mas logo passa e a gente vai superando tudo.

Novos produtos e mudança de posicionamento

É sobre essa base que a Nova Aliança tenta construir sua próxima etapa. Durante o encontro, a cooperativa apresentou a reformulação das embalagens da linha de sucos integrais de uva e o lançamento do suco integral de maçã, ambos sem adição de açúcar.

A mudança vai além do aspecto visual. Ela acompanha um movimento de adaptação a novos hábitos de consumo e a crescente demanda por produtos associados à saudabilidade e à origem.

Os sucos, aliás, ocupam posição central na operação. Atualmente, cerca de 80% da produção da cooperativa é destinada a essa linha, o que evidencia seu peso estratégico.

(Foto: Divulgação)

Alta produção

Os números da última safra reforçam esse cenário. Foram processados mais de 50 milhões de quilos de uva, volume 25% superior ao registrado no ano anterior, indicando crescimento tanto na produção quanto na capacidade de processamento.

Outro dado destacado no evento foi o avanço das uvas orgânicas, que já somam 800 mil quilos processados. O volume posiciona a cooperativa como referência no segmento de suco orgânico, em um mercado impulsionado pela busca por alimentos mais naturais.

 

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