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CSG registra mais de 32 mil atendimentos e aponta queda de 32% nos acidentes fatais nas rodovias concedidas

Resultados foram apresentados durante fórum em Caxias do Sul, que reuniu especialistas para discutir prevenção, infraestrutura e inovação na segurança viária
(Foto: Cassiano Farina, divulgação)

A redução de 32% no número de acidentes com mortes entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado, foi um dos principais indicadores apresentados pela Concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) durante a segunda edição do Mobiliza – Fórum de Segurança em Rodovias. O evento ocorreu na última quinta-feira (15), em Caxias do Sul, e foi promovido pela concessionária em parceria com a Associação Brasileira dos Usuários de Ruas, Estradas e Rodovias (ABUR).

Além dos resultados relacionados à segurança viária, a empresa divulgou o balanço dos atendimentos realizados nos 271 quilômetros de rodovias sob sua administração, entre o Vale do Caí e a Serra Gaúcha. Nos primeiros nove meses do ano, foram contabilizadas 32.867 ocorrências, que envolveram desde problemas mecânicos até situações que exigiram assistência médica aos usuários.

A maior parte dos registros esteve relacionada à presença de objetos na pista, com 18.934 ocorrências. Também foram contabilizadas 4.358 panes mecânicas, 3.111 registros de animais nas rodovias, 2.110 irregularidades nas pistas e 912 acidentes sem vítimas.

O levantamento inclui ainda 648 casos de pneus furados, 438 panes secas, provocadas pela falta de combustível, 325 panes elétricas, 165 danos naturais, 130 ocorrências de interferência na faixa de domínio, 60 apreensões de animais e 56 focos de incêndio, entre outras situações.

Entre os serviços prestados está o atendimento clínico, que somou 278 registros no período. A assistência contempla usuários que apresentam mal súbito ou outros problemas de saúde sem relação direta com acidentes de trânsito. Para oferecer esse suporte, a CSG mantém atendimento médico disponível 24 horas.

Fiscalização e orientação buscam reduzir riscos

As ações preventivas também estiveram entre os temas centrais do encontro. Uma das iniciativas é a Operação Serra Segura, realizada em parceria com a ABUR e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), dentro das ações do projeto Caminhos Seguros. A atividade tem como foco a abordagem de veículos, a orientação dos condutores e a identificação de condições que possam representar riscos à segurança.

Entre janeiro e setembro de 2026, foram promovidas oito operações, com 193 veículos abordados. Um dos problemas recorrentes identificados foi a falta de manutenção de caminhões, situação que pode comprometer tanto a integridade dos motoristas quanto a segurança dos demais usuários das rodovias.

A prevenção também contempla os profissionais que atuam na operação, na manutenção e no atendimento aos clientes. Ao longo do ano, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e o Setor de Saúde e Segurança do Trabalho desenvolveram atividades para reduzir incidentes, reforçar procedimentos e ampliar a percepção de riscos durante as atividades realizadas na faixa de domínio.

Segundo o diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres, os resultados dependem de um conjunto de medidas que envolve atendimento às ocorrências, conservação da infraestrutura, educação e prevenção.

— Os resultados mostram que a segurança viária precisa ser trabalhada de forma permanente e integrada. Temos uma equipe dedicada ao atendimento das ocorrências, investimentos na conservação e melhoria da infraestrutura, ações de prevenção e educação e também um trabalho muito próximo dos nossos próprios profissionais. Reduzir acidentes e preservar vidas depende da combinação de todas essas iniciativas — afirma.

As condições físicas das rodovias também fazem parte das medidas adotadas pela concessionária. No último ano, foram instalados mais de 9,3 mil metros de guarda-corpos e barreiras de concreto e metálicas. A sinalização recebeu o reforço de 43 mil tachas refletivas e 5,8 mil placas.

O trabalho de conservação inclui recuperação do pavimento, manutenção dos dispositivos de proteção, melhorias nos sistemas de drenagem e reforço da sinalização. As intervenções buscam contribuir para melhores condições de circulação e reduzir situações de risco.

A concessionária também mantém obras de duplicação na ERS-122, no Contorno Norte de Caxias do Sul, e na RSC-453, no trecho entre Garibaldi, Bento Gonçalves e Farroupilha. Entre os objetivos dos projetos estão o aumento da capacidade de tráfego, a reorganização dos acessos e a redução de conflitos entre veículos.

Fórum reúne especialistas e apresenta soluções para as rodovias

O Mobiliza contou com palestras e painéis dedicados aos desafios da segurança viária, à modernização da infraestrutura e ao emprego de novas tecnologias. A programação incluiu discussões sobre inteligência artificial aplicada às rodovias, resiliência climática, metodologia BIM, transformação digital em obras de duplicação, sinalização e mecanismos de prevenção de acidentes.

Participaram do evento o capitão Thiago Feiten Nunes, do Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar; o professor e especialista em concessões rodoviárias Luiz Afonso dos Santos Senna; o coronel Marcelo Almeida de Souza, representante da Defesa Civil do Rio Grande do Sul; Maria Cristina Ferreira Passos, representando a Secretaria da Reconstrução Gaúcha; e Mateus Panizzon, da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Um dos destaques da programação foi a simulação de um atendimento a um acidente com múltiplas vítimas, realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A atividade demonstrou os procedimentos adotados e a atuação conjunta das equipes em ocorrências de maior complexidade.

Para Ricardo Peres, a aproximação entre instituições e profissionais de diferentes áreas é essencial para desenvolver soluções efetivas.

— O Mobiliza é uma oportunidade de reunir diferentes setores para compartilhar conhecimento, apresentar tecnologias e discutir soluções que contribuam para tornar as rodovias mais seguras. A segurança viária é uma construção coletiva, que depende de infraestrutura, inovação, prevenção e conscientização. Queremos ampliar esse debate e aproximar as instituições e os profissionais que atuam diariamente nesse desafio —  conclui

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