Proporcionar aos estudantes do segundo ano do Ensino Médio momentos para debater e trocar experiências sobre saúde física e mental. Foi com este intuito que o Círculo Saúde levou para os alunos da Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael, pelo segundo ano consecutivo, o projeto Circulando nas Escolas.
Com o tema “Universo do Bem-Estar”, a ação ocorreu nos turnos da manhã e da tarde desta quarta-feira (4), no ginásio de esportes da escola de Flores da Cunha, e convidou 290 estudantes a refletirem sobre como as escolhas e os hábitos do dia a dia influenciam na saúde e na qualidade de vida. A proposta almejava aproximar o assunto da realidade dos jovens, demonstrando que pequenas atitudes podem contribuir para uma rotina mais equilibrada, impactando tanto no presente quanto no futuro.
Quatro profissionais da medicina preventiva do Círculo Saúde participaram da ação, as psicólogas Letícia Comin e Patrícia Lionço, o preparador físico Alexsander Durão e a nutricionista Alícia Lodi. Os estudantes receberam um cartão e foram divididos em quatro grupos, em círculos, onde participaram de dinâmicas sobre os temas propostos: alimentação saudável, prática de atividades físicas, alegria e tristeza, ansiedade e raiva.
– Levar para esse público jovem, que eles despertem para cada vez mais olhar para suas emoções. Que essa ação seja um despertar para eles falarem das suas emoções com alguém, seja com os pais, com a família, com o professor ou com a direção da escola – destaca a analista de comunicação e marketing do Círculo Saúde, Giovana Schmitt, sobre o objetivo da iniciativa.
Giovana explica que a própria equipe da entidade entra em contato com as escolas e que a opção pelo São Rafael foi pelo fato de a instituição de ensino possuir a maior quantidade de alunos de Ensino Médio da cidade, vindos de diversas localidades.
– A atividade é totalmente gratuita e bem focada na questão social, na questão de pensar que esse projeto, ele contribui para esse despertar do jovem, para ele cuidar mais de si e ajudar, quem sabe um colega, um amigo, que às vezes ele detecta que não está muito bem.

(Foto: Karine Bergozza)
O evento foi animado pelo grupo Vivandeiros da Alegria, que desde 2005 foca em arte-educação, ludicidade e contação de histórias. Também teve distribuição de pipoca e brindes aos alunos.
Esta edição em Flores da Cunha marcou a sexta e última neste ano de 2026. A iniciativa também percorreu educandários, públicos e privados, dos municípios de Nova Petrópolis, Farroupilha, Gramado, Canela, e São Marcos. Na Terra do Galo a ação estava prevista para ocorrer em setembro, mas teve que ser adiada em razão dos transtornos provocados pelas fortes chuvas que atingiram o município.
“Eles conseguem se abrir e falar o que sentem”
A diretora da escola, Cláudia Garibaldi Salvador, avalia de forma positiva o envolvimento dos alunos com a proposta. Ela destaca que muitos estavam “ansiosos” e “felizes” em participar.
– Esse projeto é muito importante porque ele vem ao encontro de uma necessidade que os alunos têm de falar sobre sentimentos, emoções. Nem sempre em sala de aula a gente consegue conversar por conta da escola que tem os conteúdos a seguir e em casa, às vezes, com os pais, eles não têm uma liberdade para conversar. Então aqui na escola, com o Circulando, eles conseguem se abrir e falar o que eles sentem.
Cláudia explica que iniciativa já foi realizada no ano passado com estudantes do primeiro ano.
– A ideia do Círculo é dar continuidade para ver o progresso e captar novas situações que aconteceram.
O impacto na rotina dos estudantes

Nicole Mascarello Preto (Foto: Karine Bergozza)
Não participei da ação no ano passado porque eu estudava em outra escola. Eu achei bem legal, eles explicaram bastante coisas sobre a alimentação, atividade física, que muitas vezes a gente não procura, não vai atrás. Também teve o momento que eles responderam várias perguntas que as pessoas têm dúvida. Me senti motivada a fazer mais exercício físico, eu admiro quem faz todo o dia, só que não é um hábito para mim. E agora eu pretendo praticar mais! Nicole Mascarello Preto, 16 anos, turma 204

Júlia Schiavenin (Foto: Karine Bergozza)
Eu acho que foi um bom aprendizado, principalmente para quem tem ansiedade e não consegue conversar com os pais, com amigos, para quem é uma pessoa muito fechada. Com essa conversa, talvez, a pessoa consiga se comunicar melhor com os amigos sobre o que está sentindo. Eu acho que esse é o grande aprendizado. Júlia Schiavenin, 16 anos, turma 206

Gustavo Mioranza Zampieri (Foto: Karine Bergozza)
Já tinha participado da atividade no ano passado, na turma 104, e pelo que eu lembro acho que não tinha (conversa sobre) atividade física e que era muito mais extensa. Achei que o modelo desse ano ficou legal, só foi mais problemático por causa da chuva (goteiras no ginásio da escola e barulho). Eu já tenho o planejamento de melhorar o meu estilo de vida, o meu bem-estar, eu já estou planejando isso e essa atividade já me fez ter uma noção bem melhor. Gustavo Mioranza Zampieri, 17 anos, turma 204

Jordana Santori Boff (Foto: Karine Bergozza)
Além das emoções e de como é bom praticar atividade física para o corpo e para mente fica também o aprendizado da alimentação saudável, que ajuda muito, principalmente no corpo. Eu já faço academia, então pretendo continuar e começar a me alimentar melhor. Jordana Santori Boff, 16 anos, turma 206

Luiza Carniel Marcuzzo (Foto: Karine Bergozza)
Esse ano eles colocaram “totens” sobre mais assuntos, teve quatro e no ano passado eram só dois. Eu acho que eles conseguiram expandir mais os assuntos sobre o sentimento e a saúde física. Eles ampliaram toda a questão do bem-estar, do corpo, da mente. A gente consegue realmente perceber que todos temos alguma falha, mas tem solução e a gente consegue entender isso. Eu pretendo, talvez, me abrir mais, entender que eu tenho outras soluções a não ser me fechar e conseguir falar com outras pessoas. Luiza Carniel Marcuzzo, 16 anos, turma 206

Gabrielle Kosvoski Cavagnoli (Foto: Karine Bergozza)
Eu acho que para mim fica como aprendizado a questão da alimentação. Eu já faço academia, só que a minha alimentação é bem desregulada e quando eu estou ansiosa, eu como bastante chocolate. Então eu acho que eu tenho que começar a focar em fazer outras coisas, porque a eu preciso melhorar bastante a alimentação. Gabrielle Kosvoski Cavagnoli, 16 anos, turma 201

