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Saiba quem foi Gabriel Durigon, vítima de acidente fatal em Flores da Cunha

O jovem de 23 anos perdeu a vida em acidente causado por uma colisão frontal com um caminhão; ele é lembrado pela tia como uma pessoa de coração puro e cheia de sonhos
(Foto: Arquivo pessoal)

Gabriel Assis Durigon, 23 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (28), após o carro que dirigia, um Citroën C3, colidir frontalmente com um caminhão de pequeno porte no km 88 da ERS-122, nas proximidades de São Gotardo, entre Caxias do Sul e Flores da Cunha. Ele estava sozinho no veículo e não resistiu aos ferimentos. 

Quem conhecia Gabriel, no entanto, dificilmente o lembrará apenas pela tragédia que tirou sua vida. A memória que permanece é a de um jovem de coração generoso e com uma maneira muito própria de tornar os ambientes mais leves. Ele gostava de brincar, fazer piadas e, acima de tudo, ver as pessoas felizes.

— Gabriel era uma pessoa de coração muito bom, muito puro, uma pessoa para frente, cheia de planos e sonhos. Qualquer um que conhecesse ele via essa bondade e essa alegria. Ele estava sempre tentando alegrar a todos. Gostava de estar sempre vendo todos sorrindo, assim como ele — conta a tia, Elaine Maciel de Lima de Souza.

Era esse jeito espontâneo que fazia Gabriel ser querido. Para a família, havia nele um jovem humilde, carinhoso e presente, que fazia questão de dividir as pequenas coisas da vida com quem estava por perto.

Ao lado da esposa, Jessica de Assis Durigon, 28, trabalhava para fazer prosperar os negócios que havia construído em Flores da Cunha: a Durigonstore, voltada à venda de pratas, e a Durigontech, de celulares.

— Ele tinha vontade de crescer na vida. Sempre teve essa vontade de alavancar nos projetos e conquistar tudo o que sempre sonhou em ter — relata Elaine.

“Era muito fácil se encantar por ele”

A família estava no centro desses sonhos. Gabriel fazia questão de estar perto dos pais Eliana e Leocalio, dos irmãos Victor e Ana Carolina, da esposa e dos amigos. Segundo Elaine, Gabriel acreditava que as dificuldades não deveriam ser maiores do que a esperança.

— Nossa família já passou por bastante coisa nessa vida, mas ele sempre acreditou muito em Deus. E foi essa fé que o transformou nesse homem que ele era. 

Sempre vaidoso e atencioso, Gabriel fazia questão de incluir a família nos pequenos momentos do dia a dia. E o que antes era rotina, hoje é saudade.

— Sempre que lembramos dele, penso nas mensagens que ele nos mandava. Muitas vezes era junto com uma foto perguntando se estava bom o cabelo, se estava boa a roupa, mostrando ele cozinhando ou até mesmo algo novo que tinha comprado para dentro de casa — lembra Elaine.

A história de Gabriel também é atravessada pela fé. Para ele, acreditar era uma maneira de continuar caminhando, mesmo quando a vida apresentava dificuldades.

— Gabriel é exemplo de que tudo nessa vida pode ser diferente, basta você acreditar em si mesmo. Ele se tornou um espelho para muitos ao seu redor. Esbanjava simpatia, humildade e força. Era muito fácil se encantar por ele. Um menino humilde, com um sorriso contagiante — conclui Elaine.

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