Home Destaque Conheça a história da motorista que teve o carro arrastado pela força das águas na Linha 80

Conheça a história da motorista que teve o carro arrastado pela força das águas na Linha 80

Maristela Bortoloso Molon é professora aposentada e moradora do distrito de Otávio Rocha. Até o momento o veículo não foi localizado
(Foto: Redes Sociais, reprodução)

As fortes chuvas que atingiram Flores da Cunha nesta segunda-feira (21) produziram uma série de imagens impactantes que chamaram a atenção nas redes sociais. Uma delas foi a de um Renault Captur sendo levado pela correnteza das águas do Arroio Curuzu, na Linha 80. Confira o vídeo clicando aqui.

O carro, que até o momento não foi localizado, é da professora aposentada Maristela Bortoloso Molon, 58 anos, moradora do distrito de Otávio Rocha.

Ela conta que passou pelo local por volta das 7h para levar uma de suas filhas para a escola e a outra para o trabalho. Naquele instante, já observou que a água do Arroio estava aumentando, mas, em hipótese alguma, pensou que em menos de 60 minutos, quando retornava, o nível subiria tanto.

– Estava sozinha, comecei a atravessar esse trajeto e, em um certo momento, o carro apagou e não conseguir mais sair do lugar. Pensei logo em chamar socorro de familiares, mas veio até mim um morador da comunidade e me falou para pegar minhas coisas e sair do carro, e eu saí. Desci do carro e fui me abrigar em uma residência – descreve.

Naquele momento, Maristela lembra de ter se sentido indefesa, sem saber o fazer. Ela acredita que tenham se passado de 15 a 20 minutos, a chuva aumentava e a correnteza “era muito forte assustadora”. Nesse cenário ela observou o carro se mexendo e, logo em seguida, sendo arrastado pela força das águas.

– A casa que eu estava já estava começando a alagar e a moça me falou: “Carro você tem seguro, mas veja como estamos aqui”. Naquele momento era a pura verdade. A vida é o mais importante de tudo – emociona-se a professora aposentada.

Maristela também conta ter sentido muito medo, afinal não imaginava que situações que via acontecer com outras pessoas iriam se repetir com ela.

– A palavra é medo. Agora estou bem, ainda um pouca assustada e assimilando que podia ter acontecido o pior se eu não tivesse saído do carro – reflete.

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