Home Destaque “Vimos que não estávamos sozinhos nessa caminhada”, afirma presidente do Teamar reeleito até 2027

“Vimos que não estávamos sozinhos nessa caminhada”, afirma presidente do Teamar reeleito até 2027

Instituto que atua há três anos em Flores da Cunha amplia ações voltadas a pessoas com TEA, atende mais de 50 famílias e projeta novos serviços em psicologia e musicoterapia para 2026
Filipe Luís Stanguerlin (Foto: Divulgação)

Oficialmente há três anos na Terra do Galo, o Teamar carrega a missão de proporcionar às famílias e às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma melhor qualidade de vida por meio de atividades que proporcionem inclusão social e suporte nas áreas da educação, saúde e lazer.

Eleito para a segunda gestão, o coordenador de manutenção Filipe Luís Stanguerlin, 38 anos, seguirá à frente do Teamar até o final de 2027. O florense é pai uma menina de seis anos que possui TEA.

— Quando minha esposa (Franciele Guma, 39) e eu fomos convidados a participar do grupo ficamos felizes, pois vimos que não estávamos sozinhos nessa caminhada. Desde então dediquei energias ao grupo, porque se foi bom para nós, poderia ser para os outros também. Depois aceitei o desafio de ser o presidente, e com ajuda da equipe toda, construir um futuro grandioso para o instituto — conta.

A comissão florense reúne nove pessoas, mas o grupo todo engloba mais de 50 famílias que participam das ações oferecidas pelo Teamar.

— Atualmente temos três atividades à disposição, são elas: natação, que dispomos de 14 vagas semanais; equoterapia, onde atendemos 15 participantes por semana. Isso significa que realizamos 29 atendimentos semanais. Temos também um grupo de apoio às famílias, com uma reunião mensal acompanhada por uma terapeuta ocupacional, psicóloga e psicogenealogista, que faz um trabalho muito legal com os participantes, disponível a todas às famílias do grupo.

“Sozinhos não vamos a lugar nenhum”

Em retrospectiva, Stanguerlin faz um resumo das atividades do instituto em 2025, com destaque para a 2ª edição da caminhada TEAcolhe, realizada em abril, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista.

— 2025 foi um ano muito produtivo, fizemos grandes parcerias e contatos muito valiosos, sempre pensando em projetos futuros, afinal, sozinhos não vamos a lugar algum. No ano passado tivemos também a caminhada pelo autismo, onde tivemos a presença do nosso centro de referência do TEAcolhe e parceria do poder público. Juntos, nós mobilizamos toda comunidade. Este foi um momento muito importante para o instituto, onde mostramos que o autismo também é parte da comunidade e que estamos conquistando nosso espaço — destaca.

Espaço que, pelo que depender do presidente do Teamar, só deve aumentar. Neste contexto o coordenador de manutenção destaca que em 2026 a equipe trabalhará para captar recursos e iniciar novos projetos, uma vez que os atendimentos são escassos ou precisam de muito deslocamento para chegar até a pessoa com TEA, por vezes inviabilizando.

— Precisamos trabalhar pensando no desenvolvimento e crescimento dos autistas em nosso município. Para 2026 já temos atividades previstas. Vamos iniciar duas turmas com atendimentos de psicologia comportamental e musicoterapia, para 10 participantes, dois turnos por semana — frisa Stanguerlin, empolgado com as novidades que o próximo ano reserva.

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