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Uma exposição, duas artistas

‘Na ponta do Grafite’ e ‘Eu Nu’ apresentam trabalhos de florenses até o dia 14 de março

O Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi, em Flores da Cunha, sedia uma exposição coletiva de diferentes expressões de arte que desejam ser compartilhadas. As artistas florenses Giulia Zanette e Sheila Zim expõem seus trabalhos até 14 de março. A visitação é gratuita.

Giulia, 16 anos, é estudante e carrega a arte como herança de família. Porém, o desenho surgiu nos dedos da moça sem muita pretensão e hoje dedica parte do seu tempo ao papel e grafite. “Eu sempre gostei de desenhar, mas ainda não fiz nenhum tipo de curso. Há dois anos estou me dedicando a pesquisar e produzir mais”, conta Giulia. Autodidata, ela se inspira em imagens e reproduz fotografias principalmente de rostos humanos, especialmente de pessoas famosas, detalhando cada expressão contrastando luz e sombra.

A exposição intitulada Na ponta do Grafite é a terceira da desenhista. Ela considera esta mais completa e com maior produção – 30 desenhos. Giulia encontra também na dança outra forma de expressão: ela integra dois grupos com a irmã Giovana. “Eu pretendo investir e poder trabalhar com arte um dia, com incentivo e oportunidade de mostrar o que se produz”, destaca Giulia.

Do papel para as telas, dividindo a sala de exposições do Museu está a mostra Eu Nu, de Sheila Zim, 25 anos. A decoradora que ama as expressões de arte pinta desde os 16 anos quando fez um curso com a artista florense Dalva Belló (falecida em 2013). “Levo a pintura como um hobby, mas depois do curso fui me aprimorando e produzindo mais”, conta. Em exposição estão oito obras de acrílico sobre tela quando a estudante de Moda liberou energias. “Durante a produção senti que fui liberando sentimentos de uma forma que eu fui me despindo do meu próprio Eu para pintar. Aí surgiu a denominação da mostra”, descreve Sheila. Esta é a primeira exposição autoral da artista que já teve outros trabalhos expostos durante Saraus promovidos pela Associação dos Produtores de Arte e Cultura de Flores da Cunha (Apac), mostras locais e até em outro município. As telas estão à venda diretamente com a artista.

Ambas as expositoras afirmam que a Apac é uma grande incentivadora para os artistas locais. “É uma forma de mostrar o trabalho talvez pela primeira vez”, incentivam as jovens que são associadas à entidade. O horário de visitação do Museu é de segunda à sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h às 17h30min. Durante os finais de semana da Mostra Flores (22 de fevereiro a 23 de março), o Museu ficará aberto aos sábados e domingos das 10h às 17h (sem fechar ao meio-dia).
Giulia Zanette (E) e Sheila Zim integram a Apac, Associação de Produtores de Cultura. - Larissa Verdi
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