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Florenses pelo Mundo - De São Gotardo para a Itália

Há quase cinco anos, Natane Brustolin Areze, 32, trocou Flores da Cunha pela terra de nossos imigrantes e conta um pouco de sua experiência

Na segunda edição da série de reportagens ‘Florenses pelo Mundo’, o Jornal O Florense conversou com a designer de interiores, Natane Brustolin Areze, de 32 anos, que atualmente está morando na cidade de Belluno, no Norte da Itália. 
Há quase cinco anos, Natane deixou o Brasil para se aventurar em um novo país. Na época, a designer de interiores foi para a Itália com uma amiga, que ficou apenas um mês e após retornou ao Brasil. Desde então, Natane começou a conviver com os italianos sozinha, longe de seus amigos.
Aos poucos a jovem passou a conhecer pessoas e fazer novas amizades. “Atualmente moro em Belluno, no Norte da Itália. Moro nessa cidade porque foi nessa região que fiquei quando cheguei e onde conheci meu namorado. Também morei um ano em uma cidade próxima a Veneza, mas após a Covid-19, decidimos voltar para Belluno, onde temos família e amigos, e onde o custo e a qualidade de vida são melhores”, relata Natane.
Os primeiros dias de convívio em outro país foram cheios de surpresas e coisas boas, mas não foram tão fáceis quanto parece, também foram marcados por diversos desafios que precisaram ser superados ao longo dos dias. “A principal dificuldade é a fase inicial de se estabilizar minimamente em um contexto completamente diferente de onde você veio. O primeiro emprego, moradia, os desafios e restrições por não ser fluente no novo idioma são alguns exemplos”, explica a designer de interiores, que completa informando que o que mais impactou nos primeiros dias na Itália “foi a receptividade dos italianos e o fato de que eles gostam muito dos brasileiros”.
Natane também cita como principal diferença entre Flores da Cunha e sua atual cidade a questão social. “Como aqui existe uma grande paridade nas remunerações, as pessoas têm estilos de vida economicamente parecidos e acesso aos mesmos privilégios, por isso existe menos ‘competição’”, revela a jovem. 
Além disso, a florense relata algumas características e costumes que são um pouco diferentes do que no Brasil, por exemplo, a maioria dos comércios fecha as lojas das 13h até às 16h e a parada, quase que obrigatória, para um lanchinho. “Algo muito forte aqui é o costume de sair para tomar café da manhã em bares e o típico é comer croissant com capuccino (praticamente todo mundo come sempre isso), e também sair para fazer o aperitivo no fim da tarde, geralmente Spritz ou Prosecco”, revela Natane, que completa explicando que muitos bares são bem pequenos e, por esse motivo, possuem poucas mesas.
Apesar do lado bom da vida na Itália, a jovem revela que o que menos gostou da região Norte foi a questão do clima, que possui invernos longos e verões curtos. Por isso, também, quando questionada se pretende, no futuro, voltar para Flores da Cunha, a designer de interiores responde que sim. “Penso em voltar para o Brasil, principalmente pela saudade da minha família e amigos. Voltaria para morar, para estar próxima da família”, explica.
Atualmente Natane trabalha em uma fábrica que produz óculos de sol para marcas de luxo, algo que, até então, nunca havia imaginado. “Nunca pensei em trabalhar com isso, porém a região onde moro é um polo mundial de produção de óculos e as oportunidades nessa área são muito boas”, explica sobre o porquê está atuando nesse meio.
Aos que sonham em algum dia visitar a Itália, a florense dá dois conselhos. O primeiro é evitar os meses de julho e agosto, por ser um período superlotado e os preços serem mais altos. O segundo, é claro, experimentar o máximo possível a culinária local de cada cidade ou região, e visitar as feirinhas de rua. 
Para finalizar, Natane deixa como sugestão de lugar para visitar a cidade de Roma: “Para mim, Roma é indispensável para quem vem pela primeira vez para a Itália. É como fazer uma viagem no tempo. Só visitando para entender a magia desse lugar. Você consegue fazer tudo caminhando e em um raio de poucos quilômetros é possível admirar alguns dos monumentos mais importantes da história”, conclui.

No mês de setembro completará cinco anos que Natane Areze está na Itália. - Divulgação  - Divulgação
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