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Fibromialgia: a doença da dor

Você já ouvi falar em fibromialgia? Pois essa doença é mais comum do que se pensa.

Você já ouvi falar em fibromialgia? Pois essa doença é mais comum do que se pensa. Com base em pesquisas internacionais, a frequência da fibromialgia é de 1 a 5% na população em geral. No Brasil, esse índice chega a 10%. A doença é mais incidente nas mulheres, correspondendo a 80% dos casos. Em média, a idade do seu início varia entre 29 e 37 anos, sendo a idade de seu diagnóstico entre 34 e 57 anos. O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono. A dor muscular é a manifestação mais frequente, podendo ser difusa ou acometer preferencialmente algumas regiões, como o pescoço e os ombros e então propagar-se para outras áreas do corpo. O paciente descreve sua sensação de dor das mais diferentes formas: desde um leve incômodo até uma condição incapacitante. Por vezes relata ardência, dor em pontadas, rigidez, câimbras. Essas manifestações variam de acordo com o horário do dia, intensidade dos esforços físicos realizados, condições climáticas, aspectos emocionais e ligados ao padrão do sono. Apesar da fibromialgia poder apresentar-se de forma extremamente dolorosa e incapacitante, ela não ocasiona comprometimento das articulações e não causa deformidades. Entretanto, outras manifestações não ligadas à dor muscular também estão associadas à doença. Conforme artigo do reumatologista e chefe do Ambulatório de Fibromialgia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Eduardo Paiva, se uma pessoa apresentar queixas de dor muscular por um período maior que três meses consecutivos é importante que procure um médico para realizar um diagnóstico. "Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso. Ela não acarreta deformidade física ou outros tipos de sequela. No entanto, a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional", aponta o médico. Fatores Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais. Assim, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro, podem estimular o aparecimento dessa síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e diminuição da atividade física, o que agrava a condição de dor. A fibromialgia não deve ser encarada como uma doença que necessita de tratamento, mas sim como uma condição clínica que requer controle. Isso porque, na pessoa predisposta, suas manifestações ocorrem ao longo da vida. "Dependendo de uma gama de fatores físicos e emocionais. Nesse contexto, as manifestações devem ser tratadas na direta proporção de sua gravidade", diz Paiva. Pesquisas têm também procurado o papel de certos hormônios ou produtos químicos orgânicos que possam influenciar na manifestação da dor, no sono e no humor. Muito se tem estudado sobre o envolvimento na fibromialgia de hormônios e de substâncias que participam da transmissão da dor. "Essas pesquisas podem resultar em um melhor entendimento dessa síndrome e portanto proporcionar um tratamento mais efetivo e até mesmo a sua prevenção", garante o médico. O tratamento da fibromialgia pode ser medicamentoso, com o uso de anti-inflamatórios, aspirinas, antidepressivos, medicações para o sono e analgésicos, ou ainda tratamentos não medicamentosos, como exercícios, relaxamentos, massagens, educação e hábitos alimentares saudáveis. Manifestações associadas Manifestações não relacionadas à dor muscular são observadas na fibromialgia, algumas presentes em mais de 50% dos casos. Dessa forma, a fibromialgia pode estar associada à fadiga intensa (síndrome da Fadiga Crônica), à irritação intestinal (síndrome do cólon irritável), à dor de cabeça (cefaléia), a condições que causam o movimento involuntário das pernas durante o sono (síndrome das pernas inquietas) e à presença de irritabilidade na bexiga. Há ainda relatos de inchaço das mãos e dedos arroxeados em ambientes frios (fenômeno de Raynaud). As alterações do humor também estão presentes na fibromialgia e podem resultar em quadros de ansiedade ou depressão. Pessoas com fibromialgia ocasionalmente referem diminuição na capacidade de se concentrar e de executar tarefas comuns. Não há evidências de que esses problemas se tornem mais sérios com o decorrer do tempo. O diagnóstico de fibromialgia se baseia nas queixas de dor generalizada por um período maior que três meses, associada à presença dos pontos dolorosos padronizados. Saiba Mais - Os exercícios físicos regulares ajudam a melhorar a sensação de dor e os distúrbios do sono. Isso porque uma série de substâncias são liberadas durante exercícios de baixo impacto de alongamento e fortalecimento muscular, em especial as endorfinas (analgésicas) e somatostatina (promove o trofismo muscular). Os exercícios evitam contrações dolorosas de grupos musculares; melhoram a força muscular; favorecem a coordenação motora para as atividades diárias; promovem uma postura adequada; melhoram a disposição e autoestima; e auxiliam no controle do peso e da ansiedade. - Os medicamentos devem sempre ser prescritos pelo médico. Isso porque em cada recidiva a fibromialgia pode se manifestar de forma diferente, necessitando de diferente abordagem medicamentosa. - Uma dieta equilibrada também auxilia no controle da doença. Deve-se reduzir a quantidade de açúcar, sal e gordura nos alimentos. É necessário também limitar o consumo de álcool e aumentar a quantidade de fibras, frutas e vegetais e também de líquidos. - No site fibromialgia é possível encontrar mais informações sobre a doença e seus tratamentos.
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