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Comunidades e Bairros: O crescimento exponencial de Nova Roma

Comunidade iniciou seu desenvolvimento após o asfalto, que incentivou pessoas de outras localidades a morar na região

Um futuro centro desenvolvido, com comércios e indústrias. Novos loteamentos, novos moradores, novos começos. Os tradicionais moradores de Nova Roma e suas comunidades vizinhas estão assistindo de perto o progresso acelerado da região, que hoje possui mais de 1500 famílias. 
Além de Nova Roma, Monte Bérico, Fulina e Santa Líbera. Comunidades menores, mas que possuem igual desenvolvimento. A localidade tem uma escola estadual que atende os alunos da região, a Antônio Soldatelli. 
De uma das famílias tradicionais, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Flores da Cunha e Nova Pádua, Olir Schiavenin, ressalta que embora Nova Roma esteja localizada no interior de Flores da Cunha – grande parte da área daquela região está localizada no perímetro urbano, mas ainda possui características de zona rural –, a localidade se assemelha as características de um bairro central. “A maioria das pessoas só moram na localidade e se deslocam para a cidade todos os dias para trabalhar. Outro aspecto que diferencia aquela região é que a maioria dos moradores são pessoas oriundas de outros municípios do estado e também de outros estados, principalmente do Paraná e de Santa Catarina”, destaca Schiavenin, que ressalta: “É uma das localidades que mais cresce populacionalmente”.
Mas, com o crescimento rápido, seu desenvolvimento foi desordenado. “Tínhamos dificuldades na rede de água e esgoto, na consistência de energia elétrica, falta de equipamentos de lazer público para comunidade, de Educação Infantil, de instituições financeiras, posto de polícia, entre outras coisas”, diz Felipe Alexandre Salvador, descendente da comunidade. 
Com isso e com o esforço dos moradores, Nova Roma foi uma das primeiras localidades a ter abastecimento de água, a primeira a ter ligação asfáltica, bem como a primeira a ter telefone (telefonia rural). E continua a crescer: grandes loteamentos estão sendo construídos no local. “Na verdade, Nova Roma se tornou uma opção de moradia com preço razoavelmente acessível, principalmente para quem trabalha na cidade ou nas indústrias do município”, diz Salvador. E com esse crescimento demográfico, a comunidade se beneficia em termos socioeconômicos, com o setor de comércio e serviços expandindo, e, concomitantemente, carece de atenção em demandas específicas, conforme relata a moradora Iliane Lufichoski Pelizzer. “Podemos citar algumas de maior importância e urgência, que são a melhoria da estrada Antônio Soldatelli, a           canalização e melhorias dos esgotos e também o aumento de médicos especialistas na Unidade de Saúde, como pediatra”, elenca. 
Mas de uma coisa os moradores de lá têm certeza: “Nova Roma possui um desenvolvimento próspero com perspectivas de um futuro ainda melhor”, dizem.

Das antigas

Antigamente, o trajeto para São Marcos passava pela comunidade de Monte Bérico e atravessava o Rio São Marcos pelo chamado “Passo do Rio São Marcos”. Quando o rio dava passo, os animais e as pessoas cruzavam a divisa. Conta a história que na revolução haviam trincheiras de pedra no percurso para se defenderem dos inimigos.

Primeiros moradores

Travessão Diogo dos Santos: Os primeiros imigrantes italianos vindos de Roma, na Itália, quando aqui chegaram, a fim de manter o nome do lugar de origem, batizaram aquele pequeno lugarejo de ‘Nova Roma’. Os primeiros moradores que constituíram famílias na localidade foram Luiz Soldatelli, Sixto Schiavenin e Angelin Pelizzer. 
Travessão Riachuelo: Monte Bérico está situada à esquerda de Nova Roma. Os primeiros moradores foram as famílias Schiavenin, Polo, Rech, Grison, Scopel e, posteriormente, Coloda. 
Fulina: Os primeiros moradores da localidade foram Doro, Moré, Pastichelli, Capeletti e Meneguzzo.

 - Gabriela Fiorio
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