Esporte

22/08/2021 - 17:00

Adrenalina e solidariedade marcam o rapel no campanário

O goiano Paulo Sotini (E).

Evento beneficente arrecadou mais de 500 itens de alimentos, roupas e brinquedos

Quem passou pela Avenida 25 de Julho no último domingo, dia 15, parou para apreciar o Rapel do Bem na torre da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes. O evento solidário foi realizado pela Associação Paduense de Esportes Verticais (APEV) e a Empresa Adrenalina Vertical.
Para o caminhoneiro e membro da diretoria da APEV, Patrik José Szablevski, 30 anos, foram 160 inscritos, número que superou a expectativa dos organizadores. “Infelizmente, por conta do tempo, conseguimos realizar apenas 110 descidas, mas já entramos em contato com os Freis Capuchinhos, e, no dia 5 de setembro, estaremos realizando outro evento para oportunizar as pessoas que não conseguiram fazer o rapel”, frisa Szablevski.
A ação beneficente arrecadou mais de 500 itens de donativos, entre alimentos não perecíveis, roupas de inverno e brinquedos. As doações foram entregues ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Flores da Cunha e, posteriormente, serão distribuídas para as famílias em vulnerabilidade social. “Isso mostra que, além da adrenalina e da superação do medo, as pessoas foram muito generosas e contribuíram com o objetivo do evento que era a solidariedade”, ressaltou Patrick, que fez parte do grupo de oito guias envolvidos no rapel.
O técnico em segurança do trabalho, Paulo Sotini, 40 anos, natural de Goiás, está na Serra Gaúcha a trabalho junto com o amigo Cleverton Vieira, de Sergipe. Os dois souberam do rapel através das redes sociais e resolveram se aventurar. “Foi um grande desafio. Tenho pavor de altura e, por isso, foi importante para enfrentar o medo”, destaca Paulo.
Sotini explica que nunca havia feito rapel. A impressão é de segurança total.  “Os instrutores são bem preparados, mas a sensação de não estar com os pés no solo, é muito estranha”, explica ele.  O goiano relata que sentiu medo, de modo especial na hora de fazer a transição da torre do campanário, onde se está seguro, para o lado de fora. “Ali tem um pequeno parapeito para os pés, e assim que a pessoa passa para fora, precisa soltar o peso do corpo para trás. É uma sensação horrível, parece que vai cair”, recorda Paulo, que ainda não conhecia a Serra Gaúcha. 

Por Maicon Pan - pan.maicon@hotmail.com

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O goiano Paulo Sotini (E). - Adrenalina Vertical/Divulgação

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