Memória Fotográfica

Memória Fotográfica

Nesta coluna, O Florense oportuniza aos leitores a possibilidade de recordar momentos vividos entre amigos e família através de fotografias antigas. As imagens são enviadas ao jornal pelos próprios leitores.
A tradição dos tapetes coloridos de Corpus Christi é marca registrada de Flores da Cunha. Neste ano, devido à pandemia da Covid-19 não será possível confeccionar as obras. Na década de 1960, os tapetes de serragem contornavam as principais quadras do Centro. Na foto, do alto do campanário, vê-se, além dos tapetes, os alicerces da construção do salão paroquial. Neste mês de maio, mais precisamente de 17 a 24, o município comemora os 96 anos de emancipação política. Neste ano, a pandemia da Covid-19 limitou a programação festiva, mas em 1934, para comemorar a primeira década como cidade, um churrasco foi realizado no campo existente atrás da Escola Estadual Frei Caneca. Autoridades e população participaram do churrasco. No dia 3 de junho de 1901, o carrilhão de sinos franceses, encomendado pelos Freis Capuchinhos, chegou da França. Eles foram transportados de São Sebastião do Caí até o município por duas carretas puxadas por mulas (foto). Os cinco sinos foram colocados no pequeno campanário de madeira, ao lado da igreja. Anos mais tarde, foram postos no atual campanário de pedra. Por volta da década de 1940, no cemitério de Santa Justina, um fato misterioso ocorreu. Após o falecimento de Matilde Scolaro começou a aparecer em seu túmulo uma sombra misteriosa. O retrato, como se fosse um negativo, mostrava a posição de um corpo deitado. A impressão era tão nítida que muitas pessoas passaram a visitar o túmulo. A história completa sobre esse mistério pode ser lida em www.jornaloflorense.com.br em ‘Histórias (quase) esquecidas’. O antigo casarão localizado na esquina das ruas Borges de Medeiros com Ernesto Alves foi arquitetado e construído por um italiano por volta de 1920 para servir como moradia a um médico. No local funcionou ainda o Hospital São Rafael. A casa também serviu para que o Hospital Nossa Senhora de Fátima iniciasse provisoriamente suas atividades em 1957. Em 2001 a casa foi demolida e no local construído um prédio. A página de ‘Fotos Antigas de Flores da Cunha’, no Facebook, mostra uma imagem rara. O salão, a bodega e a escola de São Gotardo na década de 1940. Em julho de 2009, Flores da Cunha viveu os efeitos da Influenza H1N1. Na época, um Comitê Técnico de Enfrentamento foi criado para combater a gripe e as férias escolares foram prorrogadas nas redes municipal e estadual até metade de agosto. Eventos e atividades foram adiados e transferidos. Nos anos de 1970, os escoteiros Ivan Pedron, Bete Pedron, Sérgio Pedron (à direita) o lobinho Ricardo Pedron (em pé à esquerda) e Marcos Curra junto ao altar da Pátria, na Praça da Bandeira. O monumento foi inaugurado em 1942 durante a Semana da Pátria e atualmente encontra-se no Museu Municipal. Idealizada pelo visionário Eloy Kunz, a Pousada do Galo Vermelho foi um empreendimento que atraiu a Flores da Cunha milhares de visitantes de todo o país. O local foi inaugurado em 1973, junto com a 2ª Festa Nacional da Vindima. Com uma infraestrutura totalmente vanguardista para a época, a Pousada possuía apartamentos e chalés com capacidade para até 80 pessoas, salão para realização de jantares e até uma quadra de tênis. Além disso, contava com duas piscinas, uma externa e outra interna, que dispunham de serviço de bar. Na foto, a piscina interna da pousada. Uma imagem rara mostra os Freis Capuchinhos comandando o início da construção da Igreja Matriz de Nova Trento, por volta de 1904. Ao fundo da imagem, a antiga igreja de madeira. A Igreja Matriz foi inaugurada em 1914, sendo uma das mais antigas do Estado em estilo gótico. O altar-mor é oriundo da Itália e, em seu nicho central, está a estátua da padroeira Nossa Senhora de Lourdes. Para comemorar os 40 anos da Fenavindima, realizada em 2007, uma gincana cultural foi promovida. No mês de dezembro de 2006, quatro equipes realizaram provas, tarefas e brincadeiras durante três dias. A equipe Vui Le Cárte foi a grande vencedora da competição, que envolveu mais de 500 pessoas. Na 10ª Festa Nacional da Vindima, realizada em 2003, o galo passou por reformas. Todas as penas foram trocadas num trabalho manual feito por Maria Curra. Foram mais de dois meses de trabalho e a utilização de penas de 40 galinhas para o galo desfilar majestoso pela Avenida 25 de Julho. Há 53 anos, em 26 de fevereiro de 1967, tendo como sede o térreo do salão paroquial, era descerrada a fita inaugural da 1ª Festa Nacional da Vindima. Participaram da abertura diversas autoridades, entre eles o governador da época Walter Perachi de Barcellos, o bispo de Caxias do Sul dom Benedito Zorzi, deputados estaduais e federais. Naquele ano, Flores possuía 238 cantinas. A 3ª edição da Festa Nacional da Vindima ocorreu em 1976. O desfile contou com 48 carros alegóricos que mostraram a conquista da terra, a luta pela sobrevivência, as primeiras habitações e os costumes, como o carro eternizado pela comunidade da Linha 100. A 2ª Festa Nacional da Vindima foi marcada, em sua abertura, no dia 17 de fevereiro de 1973, por uma missa campal no recém inaugurado Parque da Vindima (pavilhão 1, onde hoje está instalada a Escola de Gastronomia UCS). A festa tinha como soberanas, a rainha Justina Inês Finger e as princesas Leonor Mioranza e Olívia Chiarani. O presidente era Januário Bulla.
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