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Dívidas que ultrapassam cinco anos deixam de existir?

Conforme prevê a legislação brasileira, os serviços de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, não podem manter o CPF do consumidor registrado nas listas de negativados por mais de cinco anos

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio, o índice de devedores no Brasil voltou a subir e ao final de 2020 foi atingida a marca de 66,3% de consumidores endividados. Em razão disso, necessário se faz esclarecer acerca da prescrição da dívida, tendo em vista que muitos consumidores acreditam que após cinco anos de sua formação essa deixa de existir, o que não ocorre.  
Conforme prevê a legislação brasileira, os serviços de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, não podem manter o CPF do consumidor registrado nas listas de negativados por mais de cinco anos, contados a partir da data de vencimento da pendência. Após este período tais empresas devem retirar a dívida pendente constante no nome do consumidor, ficando a empresa impossibilitada, ainda, de ajuizar processo judicial em face do devedor, em razão da prescrição ocorrida. 
Contudo, isso não quer dizer que o nome do consumidor volte a ficar “limpo” e a dívida deixe de existir. Destaca-se que a dívida permanece e a prescrição que ocorre apenas significa que seu nome será removido dos cadastros de proteção ao crédito e que, passado este prazo, a dívida não poderá mais ser exigida na justiça.
Tais dívidas poderão ser cobradas por tempo indeterminado por outros meios extrajudiciais, como e-mail, ligação telefônica, mensagens, cartas, notificações, entre outras. Além disso, os juros e a correção monetária continuarão correndo. 
Apesar dos serviços de proteção de crédito serem obrigados a retirar o nome do consumidor dos cadastros de inadimplentes, não havendo qualquer anotação em seu nome, bem como não havendo a possibilidade de ajuizar ação judicial, o indivíduo poderá encontrar dificuldades nas tentativas futuras de aquisição de crédito, tendo em vista que o mercado possui o histórico de consumo dos consumidores, motivo pelo qual a melhor opção é se manter sempre adimplente com os débitos contraídos.