Ex-prefeito Heleno Oliboni será sepultado na tarde desta terça-feira

14 de Fevereiro de 2017 às 11:53

Velório ocorre na Capela São João Batista, no térreo da Prefeitura de Flores da Cunha. Às 16h haverá missa na Igreja Matriz e, após, ele será sepultado no Cemitério Público

O ex-prefeito de Flores da Cunha, Heleno José Oliboni, 70 anos, morreu na tarde de segunda-feira, dia 13 de fevereiro, no Hospital do Círculo, em Caxias do Sul. O pedetista estava internado desde o final de dezembro de 2016 para tratar uma infecção (há três anos ele recuperava-se do tratamento de um câncer no intestino e estava com a saúde debilitada). Eleito em 1996 para o cargo de prefeito, comandou o município de 1997 a 2000, foi reeleito e ficou à frente do Executivo até 31 de dezembro de 2004. O velório de Oliboni, que deixa a esposa Helena e a filha Adriana, ocorre na Capela São João Batista, junto à Prefeitura de Flores da Cunha.

Na manhã desta terça, dia 14, diversos políticos, amigos e familiares prestaram as últimas homenagens ao ex-prefeito, como os deputados estaduais Gilmar Sossela e Vinicius Ribeiro; o presidente da Câmara de Vereadores, Moacir Ascari; e o prefeito florense, Lídio Scortegagna. Às 16h haverá missa na Igreja Matriz e, após, ele será sepultado no Cemitério Público. Scortegagna decretou luto oficial de três dias.

Figura popular, Oliboni não era filho de Flores da Cunha, mas elegeu o município como lar, construindo sucesso empresarial e reconhecimento político. Nasceu em 30 de setembro de 1946 em Esmeralda, nos Campos de Cima da Serra. Desde muito cedo, aprendeu a ganhar a vida ajudando a família em uma selaria e açougue. Em 1958 a família veio para Flores da Cunha, morando na antiga casa do primeiro intendente Joaquim Mascarello. Na cidade, desempenhou várias atividades, de pedreiro a balconista. Em Caxias do Sul, estudou contabilidade no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Recebeu do pai Antonio Dante Oliboni cotas da Manufatura de Couros Oliboni, fundada em 1968. Como um homem de negócios, diversificou o ramo de atuação da empresa e iniciou a exploração da madeira, a qual ganhou destaque na região.

Na comunidade, seu principal feito foi a participação na criação do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Galpão Serrano. Mas foi a política que teve maior importância na vida de Oliboni. O interesse teve a influência direta do pai Antonio, que fez parte da Guarda Presidencial de Getúlio Vargas e foi um dos fundadores do PTB na cidade de Esmeralda. O PDT surgiu na vida de Heleno em 1980 e, influenciado pelo fundador da sigla Leonel de Moura Brizola, criou o PDT em Flores da Cunha. Em 1992, lançou sua candidatura para prefeito, não elegendo-se. Quatro anos depois, concorreu novamente e elegeu-se como prefeito de Flores da Cunha, conquistando 7.789 votos. Em 2000, reelegeu-se no principal cargo político da cidade.

Durante seus governos, Oliboni construiu o Parque de Rodeios, criou o concurso dos Melhores Vinhos de Flores da Cunha, construiu a Escola Municipal Leonel de Moura Brizola e concretizou a vinda da Escola de Gastronomia, junto ao Parque da Vindima, entre outras obras. Em 2011, quando completou 65 anos, o ex-prefeito lançou o livro Heleno Oliboni – Um Colecionador de Amigos, escrito por Jéferson Dienstmann Fernandes. A obra de 130 páginas conta a trajetória pessoal e política de Oliboni.

Em 2012, Oliboni concorreu novamente a prefeito, não elegendo-se. Sua última aparição pública foi na formalização da coligação entre PDT e PP, em agosto de 2016, para eleição municipal de outubro.

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