Novo pároco de Flores da Cunha é empossado neste domingo

Por Camila Baggio – Camila@jornaloflorense.com.br | 13 de Janeiro de 2018 às 10:52

Frei Edson Gilberto Cecchin assume a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, coordenada por frei Valdivino Euri Salvador nos últimos seis anos

Neste domingo, dia 14, a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes conhece seu novo pároco. A missa de posse do frei Edson Gilberto Cecchin se inicia às 9h e marca ainda a despedida, após seis anos, do pároco, frei Valdivino Euri Salvador. Cecchin, que assumirá pela primeira vez a função, está no município desde o início da semana e aproveitou a presença do antecessor para conhecer a sede e os trabalhos que estão em andamento no município. Para ele, o primeiro e importante desafio é entender a realidade local.

Frei Edson, 45 anos, é natural de Lagoa Vermelha e formou-se na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (Estef) de Porto Alegre. Há sete anos atua como padre e há 16 anos integra a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Atuou como vigário em Canoas, onde também foi diretor dos estudantes de Teologia da Estef e, no ano passado, integrou a equipe missionária volante dos capuchinhos do Rio Grande do Sul. Muda-se de Vacaria para Flores da Cunha com o desafio de administrar a primeira paróquia na vida religiosa. “Já cheguei ao município antes para aproveitar a presença do frei Valdivino e conhecer melhor as comunidades, o povo. acredito ser este meu primeiro desafio, ter uma visão geral para, depois, dar continuidade ao trabalho encaminhado”, adianta Cecchin, que tem como marca pessoal o talento pela música.

Para frei Edson, o trabalho deve seguir buscando demais prioridades como, por exemplo, a evasão dos jovens da Igreja. “Depois de conhecer a paróquia, no decorrer do ano, aí sim poderemos trabalhar em alguns desafios, principalmente olhando a própria juventude e essa evasão na participação na Igreja e nas comunidades, buscando meios para que consigamos fazer com que essa juventude, adolescentes e crianças se sintam motivados a participar e ter essa vivência de fé em comunidade, acrescentando no que o frei Valdivino já vem trazendo para nós”, complementa o religioso, que valoriza a existência de movimentos no município. “Vejo que temos uma caminhada iniciada a qual daremos continuidade”, pontua.

Mudança para Canoas

Após seis anos à frente da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, frei Valdivino Euri Salvador, 64 anos, vai trocar de região metropolitana. Sai da Serra para ser vigário da Paróquia São Pio X, no bairro Mathias Velho, em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre. Depois da sua despedida da Terra do Galo, terá férias e, no dia 1º de fevereiro se apresenta na nova casa, que não é totalmente estranha para ele – foi a primeira em que trabalhou após sua ordenação, há mais de 25 anos.

Nesses seis anos em Flores da Cunha, frei Valdivino destaca algumas ações “materiais” como a reforma na Igreja Matriz, com pinturas interna e externa, e qualificação do telhado, além da estruturação das comunidades de Monte Belo e Nossa Senhora da Fulina. Mais do que isso, o religioso aponta para um investimento em parcerias e nas celebrações religiosas. “Favorecemos as grandes celebrações na paróquia como as encenações de Natal, a Semana Santa e também a Romaria do Frei Salvador, que cresceu muito nos últimos anos. Na questão da assistência pastoral social, especificamente não tínhamos um trabalho típico da Igreja, mas fizemos muitas parcerias. O salão paroquial é utilizado em parte pela Associação de Bochas; no térreo temos espaços cedidos gratuitamente para os grupos Alcoólicos Anônimos e Novo Amanhã; além da Adiflores e projeto Novos Horizontes”, lista o religioso.

A Catequese e a organização das comunidades também ganharam a atenção do frei. “Durante este tempo procuramos atender as necessidades do povo e investimos muito na questão dos ministérios como Eucaristia, da Palavra, da Esperança e, sobretudo, dedicamo-nos à Catequese dentro deste processo novo que a Diocese implantou da iniciação cristã. Também provoquei para que as famílias pudessem se organizar melhor nas comunidades por meio dos conselhos comunitários, do conselho paroquial, do serviço da equipe administrativa, e assim por diante”, reconhece.

Além de Canoas, frei Valdivino já atuou em Pelotas, Santa Maria, Vacaria e nas Missões, seis anos e cada local. “Brinco dizendo que quando jogava futebol era lateral esquerdo e levava nas minhas costas a camisa de número seis, é o meu número da sorte. Mas na verdade existe uma orientação para que tenhamos um período como base em cada paróquia, mas é claro que isso depende das situações. Quando ocorrem, as mudanças não são apenas de local, mas também cultural e em nível religioso. Flores da Cunha é iminentemente de imigrantes italianos, em Canoas também são imigrantes, mas de todas as regiões e se tem outra experiência religiosa. Temos que aprender e começar de novo, sempre é um novo desafio”, assegura o frei, que não descarta a ideia de um dia voltar a Flores da Cunha.

 

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