Recomendações para enfrentar adversidades

Por Danúbia Otobelli – Danubia@jornaloflorense.com.br | 01 de Setembro de 2017 às 23:10

Primeira reunião-almoço do Centro Empresarial teve como palestrante o vice-presidente da Randon, Daniel Randon

A primeira reunião-almoço realizada pelo Centro Empresarial (CE) de Flores da Cunha na terça-feira, dia 29, teve uma procura intensa do empresariado florense. Cerca de 80 pessoas (capacidade máxima do espaço, além de lista de espera), acompanharam a palestra Qualidade e produtividade: enfrentando as adversidades, ministrada pelo vice-presidente de Administração e Finanças da Randon S/A, Daniel Raul Randon, no restaurante Clô da Vinícola Luiz Argenta.

Durante 45 minutos, o palestrante explanou sobre a crise econômica que atinge o país e, principalmente, como o Grupo Randon enfrentou as dificuldades nos últimos anos. Randon dissecou números, apresentou dados e mostrou como a empresa familiar, construída em 1949 e atualmente a maior fabricante de reboques e semirreboques da América Latina, precisou retornar as origens e resgatar valores do fundador Raul Anselmo Randon para se manter firme durante os períodos mais críticos. “Negar a crise é perda de tempo e nós como empresários temos dificuldades em aceitar isso e sofremos bastante por causa de um período de negação. Em 2013, fabricávamos 190 mil caminhões, em 2015 foram 60 mil. Tivemos uma queda grande que nos fez reestruturar a empresa, buscar produtividade e resgatar valores”, pontuou o empresário.

Entre as metas adotadas pelo Randon S/A foi trabalhar as origens simples, a família, a conduta da empresa e de seus funcionários, além da qualidade e da inovação, tendo como política a melhoria dos processos com a redução dos custos. “Começamos a olhar para dentro e ver que o que tínhamos de melhor era a simplicidade defendida pelos fundadores. A figura do fundador que nos dá exemplo e nos guia para novas linhas de produtos e para reforçar as receitas. O desafio é manter a qualidade com menos preço e nunca deixar o cliente na mão, porque ele é o motivo de nossa existência”, destacou Randon.

Sem fórmulas mágicas, o palestrante garantiu que nas dificuldades é preciso se reestruturar e não continuar fazendo a mesma coisa para se obter resultados diferentes. Randon afirmou que o conglomerado precisou rever o modelo de gestão, reforçar a responsabilidade das lideranças, reestruturar a empresa e, essencialmente, tomar decisões difíceis como a redução do quadro de funcionários. “O comprometimento tem que vir de cima, já que são os gestores precisam tomar as decisões duras para termos as mudanças”, cita o vice-presidente, alegando que com as modificações a dívida financeira líquida da Randon de mais de R$ 1,4 bilhão em 2015 foi reduzida para R$ 613 milhões em 2016.

A reunião-almoço do CE tem por objetivo reunir empresários, associados e comunidade para encontros de discussão sobre um tema relevante no cenário econômico, político e social. A entidade pretende realizar encontros bimestralmente.

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