Blog - Direto da redação

O blog trata de temas políticos e econômicos e de fatos cotidianos.
Sobre o autor: Fabiano Provin, jornalista e sommelier, editor do Jornal O Florense.

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Cidadão Caxiense

08 de Novembro de 2017 às 15:31 0 Comentários

A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul aprovou por unanimidade na sessão do dia 31 de outubro o projeto que concede o título de Cidadão Caxiense ao empresário florense Itacir Neco Argenta, presidente da Sim Rede de Postos. A solenidade no plenário do Legislativo será realizada em data a ser definida. Argenta é natural de Flores da Cunha e fundou a empresa em 12 de outubro de 1985 – hoje a Sim é a maior rede de postos de combustíveis do Brasil e a maior da bandeira BR Petrobras. Atualmente, o negócio soma 2 mil funcionários em 122 unidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em Caxias, são 20 postos e, em Flores, três. Em novembro do ano passado, foi inaugurada a nova sede da rede, na Avenida 25 de Julho, um prédio com 5,4 mil metros quadrados que abriga 120 funcionários.

O projeto foi indicado pelos vereadores Adriano Bressan (PMDB, suplente), Adiló Didomenico (PTB), Edi Carlos Pereira de Souza (PSB), Gladis Frizzo (PMDB), Paula Ioris (PSDB), Paulo Périco (PMDB), Renato Oliveira (PCdoB), Rodrigo Beltrão (PT) e Velocino Uez (PDT).

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Famurs Cobra Repasses de Saúde

08 de Novembro de 2017 às 15:30 0 Comentários

O presidente da Federação dos Municípios do RS (Famurs), Salmo Dias de Oliveira (PP), que é prefeito de Rio dos Índios (Noroeste do RS), acompanhado de representantes regionais da entidade, participou de uma reunião no Palácio Piratini com o governador, José Ivo Sartori (PMDB); com o secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis; e com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco. A pauta do dia 30 de outubro foi os valores relativos aos serviços de saúde devidos pelo governo estadual às prefeituras. Conforme a Famurs, o Piratini tem R$ 420 milhões em atraso com programas municipais de saúde (cerca de R$ 550 mil são para Flores da Cunha), mas sugeriu quitar apenas R$ 240 milhões, referentes aos anos de 2015 a 2017, em 12 parcelas de R$ 20 milhões a partir de janeiro de 2018. Os repasses da gestão de Tarso Genro (PT), de R$ 180 milhões, não estão no calendário de pagamentos do governo. Ficou definido também que o Estado irá quitar os repasses de outubro, novembro e dezembro de 2017.

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Artigo: de Agora Até O Próximo Governo

08 de Novembro de 2017 às 15:29 0 Comentários

Por Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande Sul, presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

O presidente Michel Temer se viu livre, na última semana, de responder a mais um processo que poderia culminar em sua cassação. Mesmo assim, diferente do que muitos estão alardeando, não se trata de impunidade. Depois de concluir o mandato presidencial, correrá normalmente a ação ajuizada pela Procuradoria-Geral da República. A decisão apenas suspende a denúncia, mas não a enterra. É preciso repor isso para que, a par de todo o desgaste da política e das instituições, a situação não pareça ainda pior do que já é.

Mesmo com a vitória, o governo não saiu ileso. A base parlamentar se mostrou novamente majoritária, mas o resultado foi inferior em relação à votação anterior. E, convenhamos, ficou evidente o alto preço político pago para garantir o referido apoio. Grande parte da opinião pública, embora não tenha ido às ruas, criticou essa prática. A intenção de colocar em votação projetos mais polêmicos parece, no mínimo, periclitar. E um dado à parte: as relações com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que pareciam sempre muito azeitadas, não mostram mais a mesma sintonia.

De qualquer modo, o fato é que o sobrestamento da denúncia gera um colchão de estabilidade – mesmo que pequeno – para o governo. A julgar pelos últimos meses, nunca se sabe o que pode acontecer a qualquer momento no cenário político brasileiro. As denúncias se sobrepõem, cada vez com mais intensidade e alcance. Mas, num ambiente convencional, mesmo com muitos percalços projetados pela frente, fica mais provável que o presidente Temer encerre o mandato em 2018. Essa projeção está sendo feita por grande parte dos analistas políticos e econômicos.

A questão passa a ser, então, a seguinte: o que se pode fazer daqui até lá? Diante de um quadro político conturbado, de um governo enfraquecido, de uma oposição que maneja fortes ataques e do avizinhar da eleição, em que os interesses ficam mais pragmáticos, o que resta construir? Essa travessia provavelmente será o último grande teste de Michel Temer perante a história. Não que deixará de ser contestado, mas esse pouco tempo será ainda mais decisivo sobre os legados que o atual presidente pode escrever sobre sua passagem pelo poder.

Não vejo ambiente para que as reformas avancem, justamente pelos motivos expostos acima. Talvez, no máximo, consiga passar um ou outro ponto, mas dificilmente haverá transformações profundas. A reforma política e a tributária, por exemplo, estão longe de qualquer consenso. O pacto federativo mexe em muitos interesses. São pautas difíceis mesmo em tempos serenos. E o individualismo, característica marcante em nosso presidencialismo de coalizão, fica ainda mais forte na proximidade de períodos eleitorais. A maioria dos deputados prefere não apreciar projetos polêmicos, pois ficam temerosos de perder apoio em suas bases. Tal circunstância, somada à diminuição da musculatura política do governo, será o cenário pedregoso sobre o qual alguma semente tentará germinar.

Mas nem tudo depende do Legislativo. Muito ainda pode ser feito por meio da gestão, principalmente na área econômica. A queda de juros, se continuar numa constante, pode recolocar o país de uma vez por todas em um viés de crescimento. Isso já vem acontecendo, mas de maneira muito tímida. Com a inflação controlada e a recessão ainda cobrando seu preço dos mercados, não há motivo para inverter a tendência de descenso da taxa Selic. E, quiçá, lá no final de 2018, já possamos estar falando de crise num tempo verbal pretérito.

As concessões também podem e devem avançar mais. Veja-se, apenas para ficar num exemplo, o que pode representar a chegada da alemã Fraport ao Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre. Na última semana, os executivos da empresa revelaram os primeiros detalhes do plano de trabalho que colocarão em prática. Fica claro que o impulso do terminal na capital gaúcha tende a gerar benefícios em escala aos diferentes setores da economia. Não é apenas um negócio de transporte aéreo ou de operação aeroportuária, mas de avanço logístico de um estado inteiro. Infelizmente, há poucos dias, o governo federal cedeu a pressões políticas e retirou o aeroporto de Congonhas do rol de concessões. Pois bem: essas atitudes, proativas ou retroativas, é que dirão do sucesso ou do insucesso da presidência da República no intuito de modernizar o país.

Portanto, a economia pode e deve continuar recuperando a confiança e reconstruindo a estabilidade. Tudo leva a crer que esse descolamento da política continue ocorrendo, o que é bom para o país. As investigações da Lava-Jato devem ter prosseguimento, dentro dos parâmetros da lei e sem qualquer obstáculo. A depuração ainda não terminou. E, apesar dos pesares, se o governo fizer esforço, sempre haverá forma de a Câmara e o Senado votarem algumas matérias. Se muito não se pode esperar até o final do próximo ano, o pouco já será bastante. Errar o mínimo possível, apoiar os setores produtivos, aumentar a oferta de emprego e permitir o funcionamento das instituições. Se tudo fluir nessa toada, o Brasil estará muito melhor.

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Conselheira Tutelar é Advertida Após Uso Indevido do Veículo Oficial

30 de Outubro de 2017 às 11:59 0 Comentários

Uma servidora do Conselho Tutelar de Flores da Cunha, embora em regime de plantão, teria usado o veículo da instituição, um Palio Weekend branco, para uso particular. O fato foi relatado por meio de denúncia ao Jornal O Florense na segunda-feira, dia 23 de outubro, depois que o carro pertencente à prefeitura fora flagrado na sexta-feira, dia 20, após às 18h, estacionado em frente a uma residência no bairro Aparecida.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Ricardo Espíndola da Silva, após o horário de expediente os conselheiros se revezam no plantão para eventual atendimento de ocorrências. O sistema também é adotado nos finais de semana. Segundo o secretário, o conselheiro de sobreaviso tem permissão para ficar de posse do veículo no período que estiver de plantão, porém, não é permitido o uso do carro oficial para interesse particular, o que pode, em tese, caracterizar ato de improbidade administrativa. “Tem que haver bom senso”, frisa.

Com relação ao caso denunciado, Espíndola esclarece que a conselheira relatou que tinha um atendimento próximo do local onde o carro foi deixado estacionado e aproveitou para ir à manicure. Ainda conforme o secretário, a servidora será advertida por escrito e em caso de reincidência um processo administrativo será aberto.

O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Embora autônomo, o Conselho está ligado à Secretaria de Desenvolvimento Social. O atendimento de segunda a sexta-feira é feito das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min, na Rua Jonh Kennedy, 2.150, sala 107; telefones: 3292.9532 e 9.9969.3161 (plantão); email tutelar@floresdacunha.rs.gov.br.

 

Foto: Divulgação Legenda: Registro feito por leitor foi enviado ao jornal esta semana.
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Sindicância

30 de Outubro de 2017 às 11:58 0 Comentários

A Secretaria da Saúde de Flores da Cunha abriu uma sindicância para apurar um fato ocorrido com um motorista da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O caso teria ocorrido na tarde do dia 18 de outubro, quando o servidor saiu da base na área central com seu carro particular sem autorização, ocasionando o atraso de 15 minutos no atendimento de uma ocorrência. Segundo o secretário da Saúde, Vanderlei Stuani, o motorista que atua há 6 anos como motorista de ambulância foi afastado da função e transferido para outra secretaria enquanto aguarda a conclusão da sindicância.

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